Minha prova começou as 2 e 30 da manhã de quinta feira dia 30 de julho. Parti de Vera Cruz
juntamente com o Udo, pedalamos
Achei que já chegaria aquecido para a prova,que nada, estava um frio da porra.Termômetro marcando 2 graus, logo passou em minha cabeça como estaria para os lados de Encruzilhada, Canguçu. Mas a partir dali não tinha mais nada a ser feito do que pedalar e encarar o frio.
Segui num ritmo cadenciado, sem forçar muito. Alguns ciclistas em minha frente, outros mais atrás, eu estava pelo meio do bolo. Resolvi fazer o meu próprio ritmo, sem me afobar e querer seguir os que estavam mais rápido. A solidão estava recém começando em meio a escuridão. Chegando na descida das Polacas perto de Rio Pardo, o primeiro imprevisto, meu espelho retrovisor caiu.Tive que parar no meio da descida para procurar aquilo que poderia fazer falta mais adiante.
Chegando no trevo de acesso a Pantano Grande ( Capital do Mijo ), decidi não parar na Raabelândia. Fui seguindo sempre no mesmo ritmo e sozinho. Já em Encruzilhada do Sul o frio começava a ficar vilento, o vento gelado batendo de frente, sensação térmica abaixo de zero, e eu ali disposto a encarar qualquer coisa.
Cinco km antes do primeiro PA, percebi q minha roda traseira estava com algum problema, parei e vi que o pneu estava para fora do aro. Decidi andar assim até o PA.
Quando fui para tirar o pneu, comecei a apanhar, devido aos meus dedos estarem praticamente congelados do frio. O Miguel percebeu e deu uma força, valeu Miguel. Em seguida fui comer um macarrão quentinho com molho de graxaim.
O sol começava a brilhar e a temperatura ficando mais agradável, um alívio, pelo menos até a próxima noite. Segui sem problemas até o boteco da ponte do Rio Camaquã, onde parei para tomar um café e comer uns biscoitos. Dali foram mais uns
Parei para almoçar, escovar os dentes,comer umas bergamotas e maçãs. Levei mais algumas frutas comigo para fazer os próximos
Depois da subida do Abranjo estava o Miguel com o PC móvel. Tomei um café, mais duas bananas e uma barra de cereal made in hand by Rolf. Peguei alguns jornais e forrei o tórax para amenizar o frio que começava a aparecer novamente. Segui em direção a próxima parada, o mesmo local que servia molho de Graxaim. Dessa vez resolvi não comer, fiquei na base do café.
Depois do café, essa parte do trajeto de retorno a Raabelândia era considerada tranqüila. Isso se não fosse o frio, os dedos voltavam a congelar. Chegando à Pantano Grande consegui umas sacolas plásticas para colocar sobre as luvas.
Jornais, sacolas de supermercado, eu parecia um mendigo pedalante noturno, foi assim que comecei aquele trecho, com acostamentos ruins, subidinhas leves que pareciam longas. O sono começava a dar seus primeiros sinais. Cheguei
O movimento de veículos entre VC e Novo Cabrais era grande, conforme o esperado. Em Candelária encontramos o Isac, nos juntamos a ele e pedalamos até o PA
Na parte de Novo Cabrais a Cachoeira do sul, o cuidado teve que ser redobrado, estavam fazendo o recapeamento da rodovia. Seguimos até um posto em Cachoeira onde paramos para almoçar. Quando estávamos saindo o colega Jéferson Buzina vinha chegando.
Quando faltavam cerca de
Uma breve parada no Papagaio e ingressamos na Br 290, onde o vento era forte contra nós. Nessa altura da prova estava eu, Udo, Rubens, Vitor, Rogério e se não me engano o Édson. Pedalávamos pela rodovia dos caminhoneiros. Paramos no pedágio de Pantano Grande para secarmos as térmicas de chá e café, tudo de graça, ao menos isso.
Dali pedalamos num ritmo forte até o Posto Dragão
A chegada
Partimos do Hotel Antonios local do PC
juntamente com O Faccin e o Rodrigo.
O tempo começava a fechar, dei uma parada no posto Nevoeiro para pegar algumas sacolas plásticas para colocar meus pertences para não molhar em caso de chuva.
Chegamos no Casa Cheia por volta das 23 e 30, quase fechando o local, tiveram q suportar ciclistas famintos e com sede de café.
Uma leve garoa começará a cair, o frio havia dado uma trégua. Seguimos batendo uns papos com nada de útil até perto de Encantado. Por lá avistamos uma menina gritando freneticamente em meio a rodovia, na escuridão, onde quase foi atropelada por um caminhão. Ela dizia: tu não me ama Rsrs. O seu namorado, marido, amigo, ou sei lá o que, ligou sua máquina motorizada em frente do local onde havia uma festa e veio em alta velocidade contra nós, nos causando medo. Mas por sorte nada de grave nos aconteceu. Dali seguimos até o Próximo Pc no Hotel Hengu.
Comi uma sopa quente e cochilei na mesa do hotel, enquanto o Udo cochilava numa cadeira do lado de fora do Hotel. Saímos do Hotel por volta das 07 horas do sábado. Faltavam mais
Chegando no pedágio de Santa Cruz ,o Luiz fez um ato maroto ,tirou os cones para não precisarmos passar naqueles tachões desgraçados. Quando não quiseres passar pelos tachões pedale com o Luiz.
Nossa chegada no Antonios foi pelo meio dia de sábado, terceira parte da prova concluída e o sentimento que iria completar a prova estava mais próximo.
Agradeço ao Oswaldo por limpar e lubrificar minha corrente, obrigado Oswaldo.
Eu e o Udo depois de fazermos umas compras
A sensação de terminar os
Abraços
Claiton Buguera Ketzer
0 comentários:
Postar um comentário